Corre Menino

Corre menino. Sua camisa aberta bailando no vento, enquanto seus pensamentos vão longe.
Tudo num sincronismo natural, as folhas amassadas sobre seus pés deixando-se levar
Primeiro pela força, depois pela leveza do ar a lhes arrancar do chão para voarem como quando caíram de sua mãe.
Bailando, são o rastro nostálgico do menino sorrindo, indo no seu destino.

Leva no peito seus mil mundos que, fundidos, são seus sonhos pueris
Que enchem as lacunas de seus pensamentos, heróis de capa e espada.
Corre menino, corre e descobre o tilintar dos lápis nas garrafas velhas,
Surra sua roupa suja até que se torne imprestáveis lembranças de suas alegrias.

Corre menino, corre menino. Vai e alcança o que te faz vivo.
Sorva a essência divina do teu suor, leite puro de sua inocência, sua vivacidade.
Porque um dia, menino, você não irá correr. Mas seus sonhos, seus suores, suas almas estarão lá
Na memória do homem velho, que gargalha feliz, vivo no balanço da árvore, lembrando de sua corrida.

Corre menino. Corre menino.

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