A Casa das Cestas Azuis

Imagem

 

O balanço intermitente do trem provoca um certo desconforto no meu pescoço.  Por mais que tenha experiência em viajar de trem, já que é a única maneira razoavelmente civilizada de ir para São Paulo,  a precariedade do serviço,  os barulhos dos trilhos e principalmente esse sacolejar me tornam a viagem um tanto desconfortável.

Dediquei-me muito aos estudos, e meus pais investiram muito em mim mas ainda não posso me dar ao luxo de viajar de primeira classe. Os meus colegas de faculdade, principalmente os filhos de coronéis, me disseram que não há muita diferença do vagão de segunda classe.  Mas um dia viajarei. Viajaremos eu e minha querida Carmen, e também nossos filhos. Quero dois filhos.
 
Meu nome é Ernesto Arantes dos Santos. Nasci na fazenda de meu pai, um pequeno pedaço de terra próximo a Promissão no Estado de São Paulo, ainda no final do século passado. Meus pais trabalharam duro durante toda a sua vida, mas nunca me falaram muito de suas origens. Meu pai orgulha-se por nem ele, nem seu pai, jamais terem utilizado escravos. Minha mãe tem traços europeus enquanto meu pai é um homenzarrão mulato. Muitas pessoas na vila ainda nos olham de soslaio reprovando o casamento de meu pai com a minha mãe, acredito eu por causa das cores das nossas peles. Quando acabou a escravidão, maior vergonha brasileira, não acabaram os preconceitos e meu pai sofreu muito com isso, eu vi. Mas ele tem uma capacidade que poucas pessoas que conheço têm: ele não se abala.
 
Desde que comecei a compreender certas coisas, nunca o vi discutindo com ninguém, nem se furtando de nada por essa condição. Lembro-me, ainda pequeno, quando íamos para a vila na missa. Certo dia uma mulher, muito bonita por sinal – eu havia reparado pois começara a prestar atenção nessas coisas – levantou-se do banco quando nos sentamos, e saiu brava para conversar com o padre.
 
– Essa é uma das vantagens de sermos negros, Ernestinho. Temos mais espaço nos bancos da igreja! – riu-se de sua miséria e, inabalável, tomou seu assento.
 
Essas coisas aconteciam muito. Quando um mercadinho lhe negava a venda, dirigia-se a outro. Em minha adolescência o censurei muito por aquilo. Iniciando-me nas letras, lia que os homens eram iguais e tratá-lo daquela forma era tentar diminuí-lo. Nos anos de direito então, brigava com ele para que fôssemos à delegacia prestar queixa, mas a sua sabedoria sempre me dizia que precisávamos das pessoas que nos amam, e forçar aqueles que nos odeiam a aceitar-nos não mudaria suas vidas, a não ser por ter de forçosamente conviver. Dizia que, com o tempo, as pessoas aprenderiam que há diferença entre as raças, mas não níveis de superioridade. Ainda não sou muito adepto dessa ideia de meu pai, mas sempre tive que pensar que ele tinha um ponto muito interessante. Sempre lhe dizia que ele podia não ser letrado, mas era o mais culto dos homens que conheci.
 
Em meus tempos de São Paulo, e meu curso de direito no largo de São Francisco, deparei-me inúmeras vezes com o preconceito por minha pele mais escura. Minha mãe em sua inocência de mulher buscando justiça, tentava me convencer de que eu tinha origens negras, mas não era um mulato. Sabia que ela dizia aquilo sem perceber a profunda maldade de suas palavras, mas conduzida por sua ideia de que sua cria não sofresse as dores do mundo cruel. Eu sofri, sim, mas suportei com a mesma maestria e superioridade racional de meu pai. Ao chegar, muitos colegas, filhos de coronéis, me mandavam carregar seus livros como seu eu fosse um dos criados da faculdade. A bem da verdade, alguns deles demoraram algumas semanas para perceber que aquele “negrinho”, como me chamavam, era na verdade um aluno e, por isso, insistentemente aparecia nas salas de aulas.
 
Não posso dizer que com o tempo construí amizades. Apesar de um certo César Ribeiro ter sido meu companheiro durante todos os anos, ao término do curso havia me dito que infelizmente não poderíamos mais continuar com nossa amizade, pois seus pais não entenderiam. Fiquei meio dividido com aquilo, pois ele era um pederasta. Assim, meu único amigo durante aqueles tempos, o perdi não sei se pela cor de minha pele ou por alguma paixão platônica dele. Independentemente disso, sei somente que não tenho nenhum amigo daqueles tempos.
 
Mas uma coisa ficou cravada em minha mente, e me criou o maior de todos os desejos. Após me instalar em uma pensão próxima ao centro de São Paulo, a única que me aceitara pois a senhoria, dona Jurema, era também uma mulata, busquei conhecer a vizinhança em que morava. Os bondes e charretes, aquele frenesi de pessoas correndo para todos os lados, todos muito elegantes era, sem dúvida, a capital que eu esperava encontrar. Meu pai me dizia para tomar cuidado, pois a violência era muito grande, e o excesso de imigrantes tornavam a cidade perigosa. Olhava para os lados, e via que o mundo era muito maior que nossa fazenda.
 
Me encantavam os cavalos marchando, as charretes e principalmente os bondes. De onde se estava era possível pegar um e, por alguns trocados (que me eram muito raros, diga-se), era possível ir de um lado a outro sem nenhum esforço, sentado e confortável, como no trem que vinha para a capital.
 
Os dias de chuva eram os piores. As poças d’água e o estrume dos cavalos tornavam os sapatos os mais miseráveis possíveis. Além disso, logo após as chuvas vinha um forte calor, talvez decorrente da proximidade com o litoral, e subia das ruas um odor fétido que tornavam os narizes verdadeiros bueiros. Mas os habitantes das capitais têm uma capacidade ímpar de manter a pose mesmo nadando num mar de estrumes, e não se importavam com aquela situação. Aos poucos, fui criando em mim essa capacidade também e, terminando meu curso, acabei me acostumando.
 
Num desses dias fui fisgado pelo amor. Pego no caminho entre a faculdade e minha pensão por uma chuva que veio não sei de onde, parei num toldo de um pequeno café de uma rua lateral ao centro. Tentando limpar as gotas na minha blusa, finalmente meu olhar cruzou com os de Carmen. Olhei para ela e seus lindos cabelos amarelos cobertos por um lenço que lhe dava ainda mais graça. Usava uma saia comprida, uma blusa de meia mangas e um avental preso à cintura. Depois de alguns eternos segundos, ela finalmente cruzou o olhar comigo, e tive a impressão de que ela entendeu toda a paixão que tomou conta de meu corpo por ela. Mesmo com alguns trocados nos bolsos, entrei para pedir uma xícara de chá e alguns pães, para pelo menos me aproximar dela.
 
Entrei e verifiquei os preços. Eram bem razoáveis, e sua beleza estonteante me permitiram a extravagância e, tenho certeza, meu pai saberia compreender que aquilo seria muito mais que simplesmente pães e café. Ela se aproximou e tirou de seu avental um caderno para tomar notas e um pequeno pedaço de lápis. Pela primeira vez pude ouvir a docilidade de sua voz e sentir seu perfume enebreante. Não me lembro o que pedi, mas estava ali prostrado na frente dela, disposto às maiores loucuras pelo grande amor de minha vida.
 
Com o passar dos tempos, e apesar das insistentes advertências de César, que me dizia ser um amor impossível já que ela era filha de imigrantes italianos e, portanto, não aceitariam nunca um amor como o nosso, dediquei-me diariamente a ir até o café e pedir meus pães e café. Os pães vinham arrumados em cestas azuis que me pareciam terem sido pintadas à mão, com uma pequena toalhinha por dentro, bordada. Me maravilhava com aquelas cestas, e imaginava minha linda e estonteante Carmen dedicando-se àquele artesanato, e me maravilhava com a sua capacidade de fazer daquele meu momento, o mais belo retrato da arte. Deixava-me ficar lá por horas a fio, muito mais pela sua beleza do que propriamente pelo café e pães.
 
Aos poucos fomos nos tornando amigos. Conversávamos muito rapidamente pois seu pai não permitia certas intimidades, e tinha comigo que por detrás daquele balcão ele tinha ou uma espingarda ou um porrete. De qualquer forma, não gostaria nem um pouco de descobrir. Ela havia me contado que eles tinham vindo da Itália há alguns anos, e me divertia com ela dizendo que seu nome era espanhol. Ela nunca me deu nenhuma resposta convincente, mas me contentei com o argumento de seu pai amar óperas e Carmen ser uma mulher maravilhosa. E nisso ele acertou, pois a minha Carmen é a mulher mais linda de todo o mundo.
 
E nesse caminho, fui me aproximando deles e, como dizia sua mãe, eu era um cliente habitual. Com a criação desses laços fui percebendo que a porção de meus pães e o doce de meu café aumentavam a cada semana, e isso irrigava ainda mais o meu amor por Carmen. Aproximando-me, vi que ela era ainda mais bela do que eu tinha visto pela janela, seu perfume natural era embebedante e sua figura, a mais bela jamais vista. Minha vida fora da casa das cestas azuis eram nada além de um intervalo, um hiato, pois ali estava meu amor. Dediquei-me profundamente aos meus estudos, pois tinha certeza de que, no momento certo, seu pai me veria não como um mulatinho qualquer, mas como o doutor que amava profundamente sua filha. Infelizmente, o tempo não me permitiu que desfrutar de seu orgulho como sendo seu genro.
 
Com uma coragem que tirei não sei de onde,  mas muito fomentada pela minha mãe,  convidei Carmen e sua família para a minha formatura.  Como não tinha amigos, e eles de alguma forma,  com a generosidade de suas cestas azuis, tinham sido a minha família também,  seria correto convidá-los. A princípio Sêo Bepe não gostou muito da ideia pois já havia percebido minhas intenções com Carmen, mas por detrás daquela deselegância estudada, vi-o feliz com minha formatura e, afinal, aceitou.
 
Sabia que aquele seria meu momento, e estava ensaiando pedir Carmen em casamento durante a festa. Pensei que seria o momento correto, pois queria iniciar a minha vida adulta comprometido com a mulher que havia tornado minha vida solitária uma dádiva.
 
Entretanto, no mesmo dia da formatura, enquanto estava na faculdade acertando os últimos detalhes para a festa, meu pai chegou correndo me chamando. Estava com tanta pressa que nem se importou com os desaforos que ouviu sobre o negro invadindo a faculdade de direito. Chegou-se a mim e, sem muitas delongas, me contou que Sêo Bepe havia sofrido um ataque cardíaco fulminantemente que o matou.  O chão sob meus pés se abriu e senti que toda a minha preparação se esvaindo, e que não seria possível continuar com tudo o que havia planejado. Pelos meus olhos me passavam as imagens daquele homem emburrado e carinhoso, e pensei em minha querida Carmen e nas lágrimas que estariam vertendo de seus olhos. Apenou-me saber que eu não seria capaz de confortá-la e nem teria tempo para dizer àquele homem e seu vozeirão o amor sincero que tinha, nem mesmo o meu desejo de fazer parte de sua família.
 
Saímos correndo, eu e meu pai, para nos encontrarmos com as mulheres agora alijadas de seu mantenedor e protetor. Chegamos à pequena edícula onde moravam, no quintal da casa das cestas azuis. Dona Rita gritava em italiano palavras que eu não conhecia e, contorcendo-se, era acalmada por Carmen. Por impulso tentei me aproximar, mas o toque suave das mãos de minha mãe me impediram. Ela me disse que aquele era um momento de muita dor para elas, e o melhor que eu poderia fazer era me afastar. Em outras palavras,  ela me disse que eu não poderia propor o meu amor no momento de perda pois seria desumano.
 
Recuei e percebi a sabedoria de minha mãe naquele momento. Olhei atônito e lembrei-me de minha formatura.  Pensei em desistir para ajudar àquelas mulheres a quem, imaginava eu, só havia restado a mim. Falei com Carmen quando as coisas se acalmaram e ela me disse que (como a amei ainda mais por aquele gesto!) aquele era o sonho de meus pais, e sua desgraça não poderia tirar deles a alegria de uma vida inteira.
 
Ela depositou sua mão em meu ombro e, voz embargada,  disse me para ir e não olhar para trás.  Disse me que as mulheres italianas são fortes e guerreiras e que a maioria delas tinha visto seus homens morrerem.  Meu coração apertou-se quando finalmente empurrou-me para a porta.
 
Minhas forças não tinham nada de humanas. Senti-me compelido a ficar, mas desejoso de obedecer a minha dona. Com meu pai e minha mãe,  fui quieto para a pensão,  preparei-me e só me veio ao rosto um sorriso quando vi pela primeira vez meu pai chorando quando peguei meu diploma. Soube ali da sabedoria de minha amada Carmen, e da benevolência de seu coração.
 
Assim que acordei no dia seguinte fui correndo à casa das cestas azuis. Achei-a fechada e corri para a cada dos fundos, mas estava também fechada. E assim foram por todos os dias seguintes e, quando não mais tinha como segurar meus pais, aceitei que minha Carmen havia ido embora,  talvez para a casa de seus parentes nas proximidades de Jundiaí.  Ensaiei dizer a meu pai que iria atrás delas, mas ele me disse que não poderia pois já estava na hora de começar a trabalhar e ser um homem.
 
Assim, voltei para a minha cidade, imaginando que havia deixado para trás o que de mais precioso eu tinha, a minha vida inteira naqueles lindos cabelos louros. Apesar dos esforços de meus pais, das meninas da cidade que não mais viam em mim apenas um negrinho, minha vida foi triste e solitária,  sem muita razão de ser.
 
Sempre que andava pelas ruas e e ouvia o alegre musicar do sotaque italiano,  lembrava-me dos momentos felizes que tive com a família que adotara e na qual estava aquela que eu desejava como a mãe de meus filhos. Imaginava-nos todas as noites com nossos dois filhos, talvez mulatos,  talvez loiros, mas nossos. No fundo, no fundo, sentia seu amor por mim também e isso me doía ainda mais.
 
E assim foi por dois anos, até que minha mãe,  com um sorriso daqueles de quem sabe da felicidade,  me trouxe uma carta de dona Jurema, a mulata dona da pensão onde morei por anos. A carta não era para mim, mas para ela.
 
Com uma letra mais para garranchos que para um desenho inteligível, ela pedia informações “sobre nosso filhinho Ernesto”, se ainda me deliciava com  bife com cebolas. Dizia ter ainda muitas saudade e que adoraria que, quando eu pudesse me distrair um pouco de meus afazeres como advogado, fosse vê-la na capital porque já estava ficando velha, essas coisas. No entanto, ao final da carta, quando já julgava que era somente o desabafo de uma viúva solitária e seu desejo materno, ela me corou com a melhor notícia desde pouco antes de minha formatura. Dizia que a Dona Rita e sua filha tinham voltado do interior, onde a colheita da uva tinha sido muito ruim, e decidiram reabrir o café que eu gostava tanto. Disse, por fim minha amada Jurema, que se ela e seu bife acebolado não fosse razão suficiente, que pelo menos o café e os pãezinhos o fossem e aproveitasse para vê-la.
 
Meu coração pulou de alegria, e ao levantar os olhos do papel, olhei minha mãe emocionada com minha alegria como a me dizer para não perder mais tempo e correr atrás da minha querida Carmen. Um milhão de coisas passaram por minha cabeça, desde que ela poderia ter tido algum problema, até que teria voltado casada. Mas sabia no meu íntimo que somente poderia pensar nisso se eu mesmo descobrisse, com meus olhos. Naquele mesmo instante decidi correr para a cidade.
 
Aprontei minha mala com poucas coisas, e um sanduíche de queijo que minha mãe preparou junto de uma garrafa de chá. Tomei meu trem e vim para São Paulo.
 
Agora estou aqui, sentado na Estação da Luz, pensando na vida. Como em milhares de momentos durante a  viagem, peguei-me a me censurar pela infantilidade de minha corrida. Por outras, o amor que pesava no meu peito e encerrava a minha vida precisava ser finalizado. Eu precisava de uma chance pelo menos para completar meu ciclo com Carmen, e ver se era possível constituirmos nossa família, com um filho loiro e outro moreno. Estava disposto a tudo, até mesmo voltar a São Paulo para ficar com ela.
 
Ainda me pesava na mente que algum outro estudante, mais bonito que eu, de posses, tivesse tido a mesma sina de, correndo da chuva, aninhar-se no deslumbrante olhar sereno de Carmen. Meu estômago remoía pois sabia que devia fazer algo.
 
E fiz.
 
Decidido, levantei-me e rumei à ruazinha do centro, na minha querida casa das cestas azuis. Decidi que nada me abalaria, pois não poderia ficar pior do que daquele jeito, quando não sabia o que seria. Subi o morro da faculdade, cheguei na praça e vi do outro lado a ruazinha de Carmen. Vagarosamente, porém decidido, rumei ao meu destino, virei a esquina e dei de cara com o toldo que me abrigara e me aninhara naquele dia.
 
Ao chegar à porta, demorei-me um pouco e vi minha querida Carmen, seus cabelos dourados e um pouco curtos, com um cacheado incomum aos italianos, mas que me deslumbrava. Seus olhos castanhos criavam um contraste com sua pele branca. Naquele instante soube que nunca a amei tanto quanto agora, e era preciso terminar com isso.
 
Abri a porta, entrei e sentei-me. Sua mãe, agora na bancada e provavelmente com a espingarda ou o porrete a mão, fazia contas num papel, enquanto Carmen falava pela janelinha com alguém na cozinha. Poucas mesas estavam ocupadas, e o murmurar das pessoas não me chamava a atenção, mas somente a imagem dela ali, tão perto e tão distante de mim, sem perceber que eu voltara.
 
Enquanto estava tomado pelo medo de uma reação negativa, ela finalmente virou-se e seus olhos cravaram com os meus, como da primeira vez. Aos poucos vi nascer em seus lábios ternos o sorriso que me encantara e devorara a minha existência. Ela deixou a bandeja cair no chão e correu em minha direção. Levantei-me e, braços abertos, recebi-a jogando-se em meus braços.
 
– x –
 
Passaram-se vinte anos desde aquele dia em que Carmen me abraçou. Demoraram-se ainda alguns dias para que eu pudesse pedi-la em casamento, mas dona Rita, apesar de todas as recomendações possíveis e imagináveis, me disse que Bepe estaria muito feliz se visse a sua filha casando comigo. Casamos, vendemos a casa de pães e viemos para a fazenda de meu pai. Ele e minha mãe ainda trabalham, e Carmen me ajuda no escritório enquanto dona Rita insiste em criar uma parreira numa parte da fazenda.
 
Adoro chegar em casa, no final do dia, e ver meus dois filhos, um moreno e outro loiro, brincando no quintal. Quando chegamos, a minha amada Carmen vai na cozinha, faz um café fresco e me traz alguns pequenos pãezinhos, nas cestas azuis que ela mesmo pintou.

 

Anúncios

9 comentários sobre “A Casa das Cestas Azuis

  1. Homero,cada dia mais sou sua fã n-1 mesmo,que coisa mais gostosa de ler,e saber que tudo que li,pode ser mesmo verdadeiro, me dá mais empenho para reler essa estória maravilhosa entre sua Carmem e você!
    simplesmente amei,pois li e reli com muito carinho!!!! Miriam

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s