A Nave da Minha Igreja

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Sempre me perguntei porque o interior da igreja é chamado de nave. Nunca, nem mesmo entre meus professores, achei uma explicação que me fizesse apaixonar pela representação dessa palavra que aparentemente nada tem de lógica em relação à igreja.

Para mim, depois de algum tempo e da intensa busca de sentido,  acabei me resignando a aceitar o nome, e entender que aquele lugar sagrado teria a capacidade de me levar longe de minha realidade e perto de Deus. Talvez fosse isso que queria dizer,  mas a incerteza me levava a questionar. De qualquer forma, mesmo insatisfeito, levei a minha vida tranquila, guardando isso no meu peito.

Independentemente da razão do nome,  diariamente venho à igreja e me sento nesse banco. Esse lugar não tem nada de especial,  mas é meu. Nele sinto meu cheiro, e o banco já possui as formas de meu corpo.  Sinto aqui um pedaço do mundo que diz de mim.

Ao longo do tempo aprendi a ouvir os sons daqui.  A grande abóbada ressoa os pombos e toda a nave reverbera num lindo cantar. Do lado de fora ouço ainda pássaros nas árvores,  e advinho o criptar das velas enquanto o sacristão atende o telefone e discute com a mãe o almoço que terão na quinta quando a Tia Helena virá visitá-los. Deus nos ensina muitas lições e, sinceramente,  acho que nos esforçamos à maioria delas, a exceção da contemplação.

E a minha primeira vez na nave foi justamente porque queria aprender a contemplar. Nesses anos todos reservo pelo menos 20 minutos do meu dia para contemplar. A nave é uma obra de arte e é fácil,  depois de alguns momentos, entender o quão gratificante é contemplar. A primeira vez é sempre a mais impactabtante pois os detalhes maiores te chamam mais a atenção.  Ao sentar, olhei para o púlpito que fica quase no meio da nave. Ele é todo trabalhado com uma escada suave em marmore e uma cerca em pequenas colunas. À frente uma bancada onde o padre fazia o seu sermão.

Imaginei o quanto prazer, temor e lições aquele púlpito trouxera à comunidade que se aglomerava e, em silêncio,  ouvia o sermão moral que era proferido dali. Peguei me a admirar aquele palco de interferência nas vidas cotidianas e a viajar nas lições que tinham nascido ali. Fiquei por um longo tempo tentando imaginar as conversas,  até mesmo da noiva projetando seu casamento e discutindo com a madrinha a melhor forma de decorá-lo no grande dia.

E a doce sensação de me abster do mundo lá fora e me dedicar ao tranquilo trabalho de contemplar me entorpeceu e apaixonou. Aos poucos fui compreendendo que aquela ação de olhar tudo também me era prazeirosa. Ative-me durante os anos a todos nos detalhes, os vitrais, a escultura com riqueza de detalhes contando a via crucis e as esculturas de santos que rodeavam e enchiam de arte todo aquele universo da nave.

Poucas vezes me encontrei com o padre ali. Entendia que ele se dedicava às suas atribuições administrativas da paróquia,  mas fazia sentido, a meu ver, que sendo líder da comunidade, ele deveria aprender a contemplar aquela maravilha que possuía entre aquelas paredes. Às vezes pensei em ir ter com ele e cobrar-lhe que ficasse ali e descobrisse aquela paz contemplativa,  mas me proibia a invadir o seu espaço.  Como eu, entendia que ele deveria aprendrer a romper as amarras que o prendiam no mundo existencial e não contemplativo que vivíamos.

Aprendi naqueles tempos que é importante dar vazão ao pensamento sem lastrear muito pela lógica.  Somente os braços perfeitamente talhados na madeira para dar vida à imagem da santa e contar como a alma do artista eternizava a história daquele ser mágico.  Independentemente da sacralidade de tudo aquilo, naquele lugar, a sua essência mostra um ser humano capaz de amar e se dedicar àquele amor, e isso basta para entender a divindade escondida nas entranhas de todos.

No princípio me senti culpado por aquela dedicação à contemplação.  Como a maioria das pessoas eu não tinha consciência de sua importância e achava que aquilo era perda de tempo. E na consciência dual da necessidade e do desperdício, fui me guiando a extrair o prazer daqueles momentos.

Depois de um longo período naquela dedicação religiosamente cotidiana comecei a notar além das artes que me cercavam. Além das belezas inomináveis, pude dar-me conta que ali também haviam humanos. Vez ou outra a mágica da vida dava ar ao lugar e, respeitosamente, seres humanos, belos e feios, entravam e enchiam com a vida faltante daquele lugar. Ajoelhavam-se, faziam o sinal da cruz e,  mirando o altar, despejavam suas preces mais profundas.  Naquele espaço curto de tempo e dedicação, mostravam a sua alma desnuda e sua suscetibilidade à vida que construíam e absorviam naqueles dias.

Nada mais humano que se entregar a suas preces para atingir o ponto que não havia atingido até ali. Entregavam solenemente a Deus a responsabilidade por vencer as agruras,  doenças e dores que ardiam nos peitos expostos. Sim, expostos se declinavam e oravam pela graça. E, aos poucos fui percebendo que sumiam e não mais voltavam.  O egoísmo do ser humano nos cria assim: pedimos e rogamoz humildes e, ao alcançar,  sedemos ao egoísmo e esquecemos de agradecer.

Algumas vezes me sentia mal por imaginar que alguns deles nao voltavam por não ter atingido a graça.  Mas acreditava que eram poucos pois as vezes os via sorridentes nas praças de nossa pequena cidade. E, quando os via, olhava-os com o ar da cumplicidade de ter vivido o momento de prece com elas e pela impiedade que sentia por não terem sido gratos.

Enfim, minha dedicação àquele projeto de incluir a contemplação a minha vida estava me levando a observar não somente as coisas ao meu lado, como também os meus próximos e, pecado maior, julgá-los. Ao final, exposto e contemplador da casa de Deus, achei-me no direito a julgar por Ele. A todos que via entrar no meu território,  criava-lhes estereótipos e julgava-os impiedosamente.

O rancor daqueles momentos destilaram um fel que muito me fez sofrer pois me sentia guardião de um santuário.  Mais de uma vez fui atrás de alguém que esquecia um papel de bala sobre o banco. Busquei em meus julgamentos guardar a sacralidade daquele meu espaço. Sim, sim, o peso da pena do julgar destila o fel pois embebedam com a responsabilidade sobre as coisas, e o exercício desta responsabilidade é extremamente solitário.

Num desses dias em que me dedicava a minha contemplação e guarda do santuário e do próprio Deus, a vi entrar. Era uma mulher jovem e corpo pequeno. Não pude a princípio dizer se era bonita ou não.  Simplesmente descobri que era ela. E aquilo me encantou.

Ela entrou vestida com uma roupa sóbrea e um lenço sobre a cabeça.  Achei que ela fosse uma devota e que o lenço demonstrava o seu respeito àquele meu templo. Ao entrar eu via uma luz atravessando os vitrais e derramando sobre ela uma lânguida fagulha de sua imagem, tornando-a uma figura mais divina ainda.

Seguiu pelo corredor central como que deslizando e passou pelo meu banco, sentado-se duas fileiras a minha frente. Durante todo o tempo ela manteve os olhos fixos no altar e de onde eu estava sentado era possivel ver somente seu perfil e a maravilhosa luz multicolorida dos vitrais refletindo nos seus olhos. Ela abaixou o seu semblante e ajoelhou-se, juntou as mãos e pos-se a rezar profundamente.

Aquele instante me pareceu eterno e a brisa de Deus ainda me embriagava com seu perfume. Via, além de tudo, aquela dedicação àquilo que estava fazendo. Ela se dedicava mostrando o fervor de seu pedido numa força incrível que me impulsionava. Mexia tanto comigo que, pela primeira vez ajoelhei-me e comecei a rezar. Estava completamente perdido por aquela sensação. Juntei as mãos e pedi a Deus que atendesse à oração daquela mulher. Imerso naquela profusão de sentimentos,  pedi a Deus do fundo do meu coração e fiquei por alguns minutos concentrado sentindo o cenário que me cercava com os olhos fechados em uma experiência transcendental.  Sentia uma energia fluindo de mim em direção a ela, uma energia do bem.

Finalmente abri os olhos,  emocionado, e ela tinha ido embora. Senti-me tolo, vazio e traído,  mas ao mesmo tempo feliz por ter feito um bem que jamais tinha feito. Em nenhum momento na minha vida tinha tido um sentimento tão profundamente bondoso, e jamais tinha me encantado tanto por um ser humano.

Durante vários dias seguidos ela chegava e dedicava-se a suas orações com a mesma paixao do primeiro dia e eu, movimento involuntário,  seguia aquele rogar a Deus. Com o tempo fui me acostumando a sua imagem e descobrindo novas belezas nela. Somente depois de algum tempo vi que seu lenço não era de respeito ou devoção mas para encobrir a cabeça com seus poucos cabelos. Havia compreendido que ela estava ali pedindo pela própria vida,  pedindo que Deus a permitisse viver mais e vencer a sua doença.

Quando me dei conta disso, amei-a ainda mais e mais fortemente pedia a ajuda divina para salvar-lhe. Egoisticamente esperava que Deus recompensasse minha devoção contemplativa e obstinada pela proteção de seu templo com a centelha da vida daquela por quem me apaixonei.  Aquela cujo perfil me encantou e para quem haviam sido desenhados os diagramas santificados dos vitrais.

Via-a e a cada dia aparecia mais magra e mais fraca.  Eu de meu lado,  apagava da memória todas as vozes, sons e imagens da minha nave para concentrar-me na oração por ela. Não sabia seu nome, sua doença, nem ao menos quem era pois nunca a havia visto na cidade. Tudo não me importava mais além dela e sua luta que tornou-se minha também.

Preso naquela jaula,  transformei seu sofrimento no meu próprio.  Não economizei nas acusações a Deus por permitir a dor a um ser tão angelical, enquanto demônios incorporados em carcaças semi humanas vagavam felizes e saudáveis pelas ruas do mundo. Mas o fervor de minhas preces eram diminutas frente a ela que definhava na vida. Da expressão de seu perfume via que a enrrgia que a mantinha viva ia aos poucos esvaindo-se. O tempo, para ela, corria mais rápido que aos outros seres.

Um dia, depois de uma noite terrível em que praticamente não dormi envolto a sonhos, cheguei cedo ao meu lugar decidido a ter com ela. Diria-lhe de meu amor e devoção e do quanto eu estava lutando para extrair da essência etérea da bondade de Deus aquilo que a salvaria. Entretanto seu lugar permaneceu vazio por todo o dia e a semana seguinte.

Minha dor não era efêmera,  mas densa e sólida,  congelando meu corpo por dentro.  Aquela dor rasgando meu peito me dava a certeza de que eu e ela havíamos perdido a batalha. Uma escuridão sem fim cortava meus olhos e, envolto a lágrimas e preces, vi que minha vida havia perdido parte de sua razão.

A certeza da perda me fez tremer e sofrer. Tanto fora que eu perdi minha dedicação de contemplar a beleza artística daquela nave. Proibí-me de retornar àquela casa, túmulo dela a quem nem o nome sabia e havia me encantado apenas pela luz refletida no perfil de seus olhos.

Vaguei pela cidade por algumas semanas buscando um canto onde me sentar e contemplar. Mas nada me encantava mais os olhos. Eles haviam sido contaminados pela beleza humanamente pueril dela que havia perdido a batalha. A todos os lugares faltavam cores, sons, belezas talhadas. Nada havia que me prendesse.

Cansado da busca interminável,  dei-me por vencido.  Apesar da dor extrema,  nenhum lugar me confortaria ou daria luz a minha alma como o meu banco e o criptar das velas no altar. Era preciso vencer aquela barreira e voltar aos braços amáveis de meu lugar no mundo.

Dirigi-me incerto à minha nave. Aproximei-me como um animal medroso e parei na porta gigantesca que me conduzia àquele universo de sons, belezas e emoções.  Minha garganta estava fechada com um nó de emoção por reencontrar aquele lugar. Doía-me no peito imaginar que meu porto seguro tivesse sido violado desde a última vez  ou que alguém desavisado não tivesse cuidado daquele lugar como eu haviado cuidado por tanto tempo.

Prostei-me na entrada e fiquei admirando meu mundo,  tentando achar quaisquer mudanças.  Tudo em seu lugar e somente o vazio me preenchia como que a sugar no vácuo as emoções de amores. Mirei fundo nos olhos do Cristo pregado na cruz sobre o altar, e sistematicamente me vinha a mente a sua própria pergunta “Por quê me abandonaste?”. Respeitosamente,  em minha devoção,  o desafiava a questionar qual direiro ele tinha de me tirar o que me era mais caro, mais humano, aquele traço de afeição que finalmente havia criado com meus pares.

Mas ele, silencioso, não respondia e ficava lá, impávido,  olhando no fundo de meus olhos.

Meu corpo demente moveu-se involuntariamente e, como animal ensinado, dirigiu-se a seu lugar.

Sentei-me e mantive meus olhos nos de meu algoz.  Desafiava e não obtinha nenhuma resposta.

Finalmente entregue, ajoelhei-me e fechei os olhos.  Em minha mente uma avalanche de palavras numa oração de perdão, paixão e raiva. As palavras em minha mente eram desconexas e ungidas com o fel da tristeza da perda. Não havia controle que me fizesse repousar e descansar aos poucos. Todas as agruras de minha vida, não somente a minha perda, se fizeram presentes naquele momento de entrega ao sentimento profundo de transtorno em função da vida. Não queria me preocupar com os desdobramentos de meus ataques, do quanto Deus iria me castigar, me importando somente em esvaziar os vasos de amargura que eu destilava há tanto tempo.

Aos poucos, meu coração disparado foi se acalmando e a razão novamente tomando conta de meu coração. Percebi que minha ira não tinha nenhum sentido, pois não poderia cobrar de Deus aquilo que ele não me prometeu. Em nenhum momento me prometera que me atenderia, mas que somente me ouviria e, no equilíbrio da justiça do mundo, tomaria suas decisões. Minha solidão não nascera da perda dela mas antes de minha separação do mundo, minha insistente forma de me afastar de todos. Ela, minha musa, era apenas uma a quem me decidi abrir mas que o decidi no final de sua existência.
A dor, apesar de seu tamanho, assim como eu no banco da minha nave, foi se acomodando até achar seu canto, onde poderia se deixar descansar e dali assistir ao filme de minha existência. Aquela dor estaria sempre ali, contemplando a minha alma, e sua presença ajudaria a me guiar nos próximos passos. Sim, era preciso seguir em frente e conviver com a perda daquela que nunca havia sido senão um lindo perfil e um perfume que me apaixonaram.
Inundado pelo prazer advindo da compreensão, ainda que superficial, percebi que estava sentindo novamente o perfume dela. Meu sorriso apareceu tímido no rosto pela peça que minha memória me pregava naquele momento. Sabia que era o efeito de minha calmaria, e que jamais poderia acontecer de novo. A doença vencera e seu corpo pequeno e frágil não havia sobrevivido àquela tempestade de dores. Deliciei-me com aquele cheiro, imaginando que um dia ainda a reencontraria em outro nível para contar-lhe da puerilidade de meu amor platônico por ela, e do tempo que não me restou para, em preces, garantir-lhe a vida.
Após divertir-me com aquela sensação, terminei a minha prece reconciliatória e levantando-me, abri meus olhos. Estupefato a vi sentada a minha frente, agora sem seu lenço. Seus cabelos negros até os ombros e a coloração viva de suas roupas, as curvas de seu corpo refeito, tudo denunciava que ela havia ganho a batalha. Ri por dentro de ter cedido o lugar da esperança à certeza da morte. Assim como o fel em vasos de instantes atrás, sentia derramar em mim o doce melaço da felicidade plena. Meus cantos se alegravam e cantavam que havia valido a pena. As lágrimas jorravam em meu rosto enquanto observava seu rosto angelical mais uma vez, e mais lindo do que nunca, iluminado pelas cores vivas de meus vitrais.
Sabia que aquele momento seria único e que deveria ser eterno. Fiquei mudo e segurando a minha emoção, adivinhando toda a sua alegria de estar ali. Sentia-me pleno por ter confiado a ela todas as minhas emoções e, como um ser humano além de seus próprios limites, apaixonei-me também por sua capacidade de voltar ali para agradecer. Sabia que sua alma era daquelas centelhas que transformam o fogo do mundo numa pira de amor e valor.
Estasiado, enfim, decidi que aquele era o momento de contar-lhe todos os meus segredos, as palavras ecoadas de dentro de mim. Despejar nela todo o amor que represei por toda a minha vida e compartilhar com ela a leveza daquele momento. Recompus-me e, com o dorso da mão, sequei as lágrimas de alegria que ainda restavam em meu rosto.
Quando finalmente tomei coragem, ouvi duas crianças entrando na nave. Com sua alegria sincera e sem pudores, entraram na igreja falando alto, e chamando pela mãe. Ela, num sorriso encantador que somente agora eu havia visto, virou-se e acenou com a delicadeza de um anjo. Elas foram até ela e a abraçaram. Atrás delas veio um homem de minha idade, sorridente, que sentou-se ao seu lado e a abraçou.
Ficaram por mais alguns instantes e, cada um segurando a mão de uma menina, levantaram-se, reverenciaram o altar e viraram-se para a saída. Quando passava por mim, seus olhos fixaram-se no meu e seu manear de cabeça foi o suficiente para eu entender que ela sentira tudo o que eu iria falar antes que eles entrassem.
Ela se foi e eu fiquei ali, sentado, imóvel. Em minha cabeça passaram um milhão de coisas, desejos, realizações, sonhos… Mas enfim, pus-me a pensar que a minha felicidade em encontrá-la ali não era senão um grão de areia comparado com a alegria de sua família vendo-a se recuperando e a luz de seus olhos voltando a morar naquele rosto.
A mim, me restou continuar ali, naquele banco no qual meu corpo já se adequara.
Um sorriso novamente instalou-se em meu rosto. Lembrei-me daquela dor que havia se instalado num canto de minha alma… Apesar de ter se ajustado perfeitamente àquele lugar, ela havia desaparecido e, daquele lugar, não poderia mais contemplar a minha vida dali em diante.
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3 comentários sobre “A Nave da Minha Igreja

  1. Homero,que maravilha que acabei de ler!!!! De certa forma me coloquei em seu lugar por vários momentos.Pois ,sempre gostei muito de contemplar tudo e todo lugar que vou.Deve ser mania,mas adoro fazer isso! Já me peguei várias vezes na nossa igreja Matriz,contemplando a mesma nave que vc falou em seu conto,também sempre prestei muita atenção nas pessoas que entravam e saiam da igreja.Para resumir,enquanto lia e degustava cada palavra que vc escrevia,parecia que era eu ali,em seu lugar,me perdoe a pretensão! Mas é porque vc escreve com tanta veracidade que me transporto para sua estória! ADOREI !!! Sua amiga de sempre,Miriam.

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